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Portalegre:Presidente da Câmara "preocupada" com alegadas agressões a recrutas no Centro de Formação da GNR

A imagem pode conter: pessoas em pé e ar livre

(Por Gabriel Nunes) - A presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira mostrou-se “preocupada” com as alegadas agressões a vários recrutas, em treinos de um curso de formação, no Centro de Formação da GNR de Portalegre.

 

Em declarações à Rádio Portalegre a autarca disse “lamentar imenso o que está a acontecer”, sublinhando tratar-se de um episódio que pode prejudicar a imagem do Centro de Formação.

Os alegados espancamentos a dez recrutas, que terão ocorrido entre 1 de outubro e 9 de novembro, fizeram “cair” o comandante do Centro de Formação da GNR de Portalegre, coronel Mário Ribeiro Ramos.

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita confirmou, ontem, ter sido aceite pelo Governo o pedido de exoneração, argumentando que “não ser admissível a demora na notificação de factos relevantes”.

O alegado espancamento de formandos da GNR, em treinos num curso em Portalegre, deixou “chocada” a associação socioprofissional independente da guarda (ASPIG)

Em declarações à Rádio Portalegre, André Ribeiro, dirigente da ASPIG, mostrou-se "surpreendido" com a ocorrência que considerou “muito estranha”.

André Ribeiro disse ser "inadmissível” que os militares tenham sido agredidos desta forma durante os treinos, mesmo tratando-se do “curso de bastão extensível” com os exercícios de “red man” (homem vermelho) onde se requer alguma “rusticidade”.

O dirigente explicou que, neste caso concreto, a formação, dada por oficiais e sargentos, visou militares que não são guardas e que não estavam devidamente equipados para o exercício.

Dez guardas provisórios do 40º curso a decorrer no Centro de Formação da GNR de Portalegre terão sido espancados e sofreram lesões graves em treinos de formação.

Os espancamentos terão provocado fraturas, perda de sentidos e até lesões oculares que obrigaram a intervenções cirúrgicas.