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Portalegre/GNR:"Ainda choro ao pensar nos mais de 20 socos que o meu filho apanhou", confessa mãe de um dos recrutas alegadamente espancados

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(Por Gabriel Nunes) - A mãe de um dos recrutas alegadamente espancado em treinos de um curso de formação, no Centro de Formação da GNR de Portalegre, confessou que “ainda chora ao pensar nos mais de 20 socos que o filho apanhou”.

 

Em entrevista ao Jornal de Noticias, sob anonimato, por temer represálias para o filho que quer acabar o curso, a mãe do jovem disse que ao olhar para as imagens das agressões, “não consegue ver ali qualquer coisa boa, apenas violência gratuita”.  

A mulher disse ainda “não haver qualquer dúvida, de que houve um excesso cometido pelos graduados que estavam a coordenar”, o treino.

Não excluindo a possibilidade de avançar para tribunal, afirmou que “com este tipo de treino só podem estar a criar militares violentos e agressivos”.

Oriunda da região do Minho, considerou também “não ser normal, durante um exercício, ficaram feridas tantas pessoas e, pelo menos duas delas, terem de ser submetidas a cirurgias”.

Na mesma entrevista a progenitora conta que nos dias a seguir à agressão, os alunos terão sido acusados por “alguns graduados de estarem a fazer ronha e que era tudo manha”.

Apesar do comandante do Centro de Formação da GNR de Portalegre ter sido exonerado na sequência dos alegados espancamentos, a mãe do aluno agredido defende que “quem efetivamente agrediu tem de ser punido e até expulso”.

A concluir, disse ter a certeza que tanto o filho como os colegas não desistirão e vão terminar o curso, no dia 14 de dezembro, e entrar na GNR.

Entre os dias 1 de outubro e 9 de novembro, dez guardas provisórios do 40º curso a decorrer no Centro de Formação da GNR de Portalegre terão sido espancados e sofreram lesões graves em treinos de formação.

Os espancamentos terão provocado fraturas, perda de sentidos e até lesões oculares que obrigaram a intervenções cirúrgicas.