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Portalegre: Presidente do IPP concorda com o fim das propinas desde que o Estado encontre forma de ressarcir as instituições

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O presidente do Instituto Politécnico de Portalegre (IPP), Albano Silva, concorda com o fim das propinas no ensino superior, mas alerta que “tem que ser o Estado a encontrar forma de ressarcir as instituições desta falta de verba fundamental para o equilíbrio orçamental”.

 

Albano Silva explica que, neste momento, a nível nacional o valor das propinas representa mais de 200 milhões de euros por ano, sublinhando que “o país não está preparado nem tem condições para suportar o impacto desta medida”.

O dirigente reagia às declarações de Manuel Heitor, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, admitiu o fim das propinas, durante a Convenção Nacional do Ensino Superior 2030 que decorreu, esta segunda e terça-feira, no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa.

Albano Silva acrescenta que, atualmente, dos cerca de dois mil alunos do IPP, 588 recebem bolsas de ação social, com um valor médio de 1500 euros.

Em suma, o presidente do IPP está de acordo com o princípio de acabar com as propinas no ensino superior, por considerar tratar-se de uma questão de coesão social.

Também o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa já se pronunciou sobre esta questão. O chefe de Estado diz concordar totalmente com a ideia de se caminhar para o fim das propinas no ensino superior, defendendo que a educação é uma matéria de regime e não de legislatura.

Carla Aguiã