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Portalegre/Fundação Robinson:Contraordenação instaurada pela Direção Geral do Património "reconhece que houve um ato que viola a legislação e foi nocivo para o património" - Verdes

(Por Gabriel Nunes) - Os Verdes consideram “positiva” a decisão da Direção Geral do Património em instaurar um processo de contraordenação à Fundação Robinson, em Portalegre, por ter demolido um edifício sem a necessária licença, afirmando que a mesma vem “reconhecer que houve um ato que viola a legislação e que foi nocivo para o património”. 

 

O edifício em causa, demolido no dia 18 de janeiro, que terá funcionado como armazém de cortiça, fazia parte do Conjunto Classificado de Interesse Público, constituído pela Igreja e antigo Convento de São Francisco e Fábrica Robinson.

A demolição do edifício sem a licença das entidades competentes constitui contraordenação “especialmente grave” punida com uma coima de 2.498,15 euros a 24.981,50 euros.

Em declarações à Rádio Portalegre, Manuela Cunha, dirigente dos Verdes, que denunciaram a demolição do edifício da antiga fábrica Robinson, referiu que qualquer que seja o resultado da instrução deste processo, o facto de ter sido instaurado “é a prova de que houve uma anomalia na missão da Fundação que é a de proteger o património”

Manuela Cunha criticou ainda o presidente do Conselho de Administração da Fundação Robinson, José Manuel Faria Paixão, pelo facto de este “não ter a modéstia de reconhecer que errou e que teve um ato nocivo para o património”.

O presidente do Conselho de Administração da Fundação Robinson, Faria Paixão, que terá autorizado a demolição do edifício, já foi notificado pela Direção Geral do Património Cultural para se pronunciar sobre o relatório do processo de contraordenação instaurado à Fundação Robinson.

Ouvido pela Rádio Portalegre, o administrador disse que está a ser feita "uma tempestade num copo de água”, acreditando que este processo, que considera “normal”, vai ter um desfecho favorável à Fundação Robinson.

O edifício que motivou o processo de contraordenação instaurado à Fundação Robinson encontrava-se em avançado estado de degradação quando foi mandado demolir. O teto e parte de umas paredes laterais ruíram em março de 2018 e dois meses depois desabou outra parede.