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Presidente da Câmara do Crato recusa entrar em euforias com anúncio da criação de Grupo de Trabalho para avaliar viabilidade técnico-financeira da Barragem do Pisão

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(Por Gabriel Nunes) - O presidente da Câmara do Crato, Joaquim Diogo considerou “importante” a constituição, por parte do Governo, de um Grupo de Trabalho para avaliar a viabilidade técnico-financeira da Barragem do Pisão, mas recusa entrar em euforias.

 

Em declarações à Rádio Portalegre, Joaquim Diogo afirmou que o mais importante é que este Grupo de Trabalho consiga demonstrar que se trata de um projeto “vencedor e inovador que trará mais-valias ao Alto Alentejo, não só por constituir uma reserva de água importante, mas também por promover o desenvolvimento”.

Contudo, o autarca espera que o documento que vai ser produzido pelo Grupo de Trabalho leve o Governo a tomar uma decisão há muito esperada, dando “luz verde” para a construção da Barragem do Pisão.

A constituição do Grupo de Trabalho para proceder à avaliação da viabilidade técnico-financeira da Barragem do Pisão, projeto hidroagrícola reivindicado há dezenas de anos, foi publicada, terça feira, em Diário da República.

Segundo o despacho assinado pelos ministros Adjunto e da Economia, Pedro Siza Vieira, Planeamento, Nelson de Souza, Ambiente e da Transição Energética, João Pedro Matos Fernandes, e Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, o Grupo de Trabalho irá compilar a informação existente e desenvolver o estudo do modelo de financiamento e gestão do empreendimento.

O grupo deverá apresentar, dentro de 60 dias, um relatório com a apreciação dos vários estudos preparatórios existentes, propostas de novas finalidades de utilização, designadamente ao nível da produção energética com a criação de um “espelho de água fotovoltaico” ou outras que possam estimular o investimento e a valorização da região em que se insere”

O relatório também terá a análise sumária do custo-benefício no contexto regional, uma proposta de modelo de financiamento e gestão do empreendimento e um plano de ação e respetivos prazos de execução.

Os primeiros estudos sobre a Barragem do Pisão e a sua valia agrícola datam de 1957, no Plano de Valorização do Alentejo, que indicava a necessidade de construir uma barragem que armazenasse os caudais da ribeira da Seda.