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Portalegre:candidato da CDU critica cedência da direção do Museu das Tapeçarias à empresa Manufatura da Tapeçaria

O candidato da CDU à Câmara de Portalegre nas autárquicas, Luís Pargana, criticou hoje a cedência da direcção do Museu das Tapeçarias à empresa Manufatura da Tapeçaria de Portalegre (MTP), protocolada pela autarquia em outubro de 2011.

Luís Pargana considera que esta decisão denota falta de ausência de uma política cultural municipal consequente, bem como a ausência de uma estratégia de gestão em rede dos museus municipais e, ainda mais preocupante, acentua a tendência de desresponsabilização da Câmara Municipal em relação à gestão pública dos seus equipamentos e recursos culturais.

Em comunicado enviado à redacção da Rádio Portalegre, Luís Pargana,  defende que a gestão do Museu da Tapeçaria de Portalegre deve ser pública e municipal, não fazendo sentido ter a MTP responsabilidades na sua direcção, tal como não faria sentido que a Câmara tivesse qualquer tipo de responsabilidade na direcção e gestão da empresa Manufactura da Tapeçaria de Portalegre que é e deve continuar a ser privada.

O Museu das Tapeçarias de Portalegre está encerrado ao público desde sábado, dia em que a Manufactura de Tapeçarias de Portalegre decidiu retirar todo o seu espólio daquele espaço museológico.

Em declarações à Rádio Portalegre o consultor científico da Manufatura de Tapeçarias de Portalegre, Diogo Gaspar, explicou que o encerramento do museu se deve ao facto da presidente da Câmara de Portalegre, Adelaide Teixeira, ter decidido “revogar unilateralmente”, o protocolo com a Manufatura de Tapeçarias.

Segundo o mesmo responsável, a Câmara de Portalegre “não cumpriu” com o que estava estipulado no contrato, uma vez que "revogou um protocolo que era irrevogável" e, depois porque nos dois anos de duração do acordo, “não realizou as obras” necessárias à manutenção do espaço museológico.

Para o candidato comunista, a rescisão unilateral do referido protocolo, agora assumida pela Câmara Municipal, confirma que a política cultural do Município tem assentado numa espécie de “navegação à vista”, baseada em impulsos e ultimatos e sem considerar que a Cultura é uma prioridade do desenvolvimento de Portalegre, capaz de criar de riqueza e de gerar emprego.

Luís Pargana lamenta ainda que, em véspera das eleições autárquicas, o Museu da Tapeçaria de Portalegre se tenha visto envolvido nesta operação de publicidade negativa, onde não faltará uma qualquer “inauguração artificial” de um equipamento cultural que nunca devia ter interrompido a sua actividade.

Gabriel Nunes