foto1.pngfoto3.jpgfoto4.pngfoto6.jpg

 

 Rádio Portalegre A Mais Ouvida do Alentejo - 30 Anos ao Serviço da Região

Este domingo, 17/11, ouça a Tarde Desportiva a partir das 14h00, com os relatos dos jogos da 4ª jornada da Liga Francisco Gil: Castelo de Vide-FC Crato e Portalegrense-Mosteirense

ProTejo acusa Espanha de colocar em causa toda a “vivência do rio”

A imagem pode conter: água e ar livre

O Movimento ProTejo acusa Espanha de não cumprir os caudais acordados com Portugal na Convenção de Albufeira e de uma gestão inadequada das reservas de água no rio Tejo.

 

Segundo Paulo Constantino, porta voz do ProTejo, Espanha tem efetuado descargas “irregulares” de água, que aumentam ou reduzem drasticamente o caudal do rio, o que “coloca em causa toda a vivência no Tejo”.

O mesmo responsável não tem dúvidas de que gestão “desadequada” da água resulta da falta de regulamentação das barragens e da produção hidroelétrica, “meramente orientada para a maximização do lucro das empresas concessionárias”.

Paulo Constantino explica que, na tentativa de dar cumprimento à Convenção, Espanha efetuou “grandes descargas” nos meses de agosto e setembro, o que, por exemplo permitiu que a barragem de Belver, em Gavião, distrito de Portalegre, atingisse a sua capacidade máxima.

Apesar das enormes descargas de água que realizou nos meses de agosto e setembro, Espanha não terá cumprido a Convenção de Albufeira neste ano hidrológico de 2018/2019.

Segundo os dados do movimento em defesa do Tejo, apenas 1900 hm3 (70%) do caudal anual fixado na Convenção foi enviado para Portugal de outubro de 2018 até ao final de julho de 2019.

O Movimento ProTejo alerta para a necessidade do Governo português negociar com Espanha as devidas contrapartidas pelo incumprimento da Convenção de Albufeira, bem como regulamentar as barragens, para uma gestão adequada e caudais ecológicos e regulares.

Carla Aguiã