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Portalegre:Abstenção do PS viabiliza compra, por parte da Câmara, de uma fração do conjunto edificado da Robinson

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(Por Gabriel Nunes) - A abstenção da bancada do PS permitiu aos eleitos da CLIP na Assembleia Municipal de Portalegre aprovarem sozinhos a compra, por parte da câmara, de uma fração do conjunto edificado da antiga fábrica Robinson, pelo montante de 1,283 milhões de euros.

A proposta da autoria da CLIP, aprovada na última noite em reunião extraordinária da Assembleia Municipal, prevê a concessão a privados da fração adquirida pelo município para a edificação de uma unidade hoteleira ao abrigo do programa REVIVE.

 

Em declarações à Rádio Portalegre o líder da bancada socialista, Miguel Monteiro, referiu que permitiram viabilizar este negócio pelo facto do mesmo ir ao encontro de “uma exigência que o PS fez, no sentido de ser aberta uma rúbrica em sede de orçamento municipal com a possibilidade da câmara poder começar a recuperar algum património do espaço Robinson”.

Por outro lado, Miguel Monteiro é da opinião que a Fundação Robinson, fundada em 2005, “não tem garantido o desígnio para o qual foi criada”, nomeadamente a preservação e reabilitação do património da antiga corticeira.

O socialista sublinhou ainda que o PS “não tem qualquer tipo de dogma relativamente ao investimento privado”, salientando que o programa REVIVE “é uma bandeira do PS”.

A CLIP também saúda a viabilização do negócio, argumentando tratar-se de “uma oportunidade única para requalificar aquele espaço devolvendo-o à população”.

Em comunicado enviado à Rádio Portalegre a CLIP afirma que com este negócio “será possível potenciar o programa REVIVE, com o apoio do Turismo de Portugal e da Direção Geral do Património Cultural, através de uma concessão temporária, que garantirá que o património seja sempre do município de Portalegre”.

Os independentes acrescentam que querem ver nascer naquele espaço “um grande complexo turístico polivalente, com uma unidade hoteleira, zonas de lazer, restaurantes e salas de congressos”, e asseveram que vão “garantir uma zona museológica onde se preserva a história da fábrica da rolha, as suas chaminés, as zonas de produção e toda a sua maquinaria e espólio imaterial”.

A CDU não deu o seu aval a este negócio por o considerar de “muito duvidosa legalidade”, acrescentando que os seus objetivos também “não estão bem definidos”.

Segundo o vereador da CDU, Luís Pargana, esta compra “servirá para pagar dívidas e penhoras da Fundação Robinson.

Para o autarca “não faz sentido que se entregue a privados o bife do lombo daquilo que é a memória e a identidade de Portalegre e dos portalegrenses”.

A compra, por parte da Câmara de Portalegre, de uma fração do conjunto edificado da antiga fábrica Robinson, foi aprovada com 10 votos da bancada do CLIP na Assembleia Municipal e a abstenção dos 10 eleitos do PS. As bancadas da CDU e do PSD, cada uma com quatro eleitos, votaram contra.