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Autárquicas:Independente Adelaide Teixeira ganha Câmara de Portalegre com maioria absoluta, PSD reduzido a cinzas

A candidata independente, Adelaide Teixeira, conquistou este domingo a Câmara Municipal de Portalegre com maioria absoluta, num dia negativamente histórico para o PSD que ficou sem representação no executivo municipal da capital do Alto Alentejo.

A Candidatura Livre e Independente por Portalegre (CLIP) obteve 5.514 votos, conquistando 4 mandatos no executivo municipal, contra dois do PS que somou 3.104 votos, e um da CDU que contabilizou 2.275 votos.

O PSD que presidia à Câmara de Portalegre perdeu os três mandatos que detinha no executivo municipal ao registar 1377 votos, enquanto o Bloco de Esquerda foi a força politica menos votada, com 111 votos.

Numa primeira reação aos resultados eleitorais no concelho de Portalegre, a candidata da CLIP admitiu que não estava à espera de ganhar a autarquia com “tão grande vantagem”.

Adelaide Teixeira, eleita em 2009 nas listas do PSD, e que presidiu à Câmara de Portalegre nos últimos dois anos, em substituição de Mata Cáceres, que abandonou o cargo, afirmou que os resultados obtidos pela sua candidatura “são a resposta da população pelo trabalho realizado” enquanto líder da autarquia.

Já o cabeça-de-lista do PS à Câmara de Portalegre, José Pinto Leite, assumiu a derrota nesta corrida eleitoral, aceitando o veredito do povo, e comprometendo-se a desempenhar o cargo de vereador no executivo municipal.

O candidato da CDU, Luís Pargana, por seu turno, assegurou que vai trabalhar para “o progresso e bem-estar dos portalegrenses”.

O comunista disse ainda que a vontade do povo, que deu a maioria à CLIP, “deve ser respeitada”.

O PSD foi o grande derrotado da noite eleitoral. O candidato da coligação PSD/CDS-PP, Jaime Azedo, reconheceu que a sua candidatura sofreu “uma pesada derrota”, e assumiu a “responsabilidade total”, pelos resultados.

Quanto ao candidato do Bloco de Esquerda, José Manuel Basso, mostrou-se preocupado por os portalegrenses terem dado maioria absoluta ao CLIP, argumentando que Adelaide Teixeira “não tem obra feita, nem apresentou grandes propostas durante a campanha”.

Gabriel Nunes