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Nova PAC “a montanha pariu um rato”- Associação de Agricultores do distrito de Portalegre

O presidente da Associação de Agricultores de Portalegre considera que a nova PAC, aprovada quarta-feira, vem desfalcar a expectativa dos agricultores portugueses que continuam a ser os europeus que menos recebem.

António Bonito aplica à nova PAC a expressão “a montanha pariu um rato”, explicando que a reforma da Política Agrícola Comum (PAC) “é mais do mesmo” uma vez que “os agricultores dos estados membros com maior dimensão, como é o caso da Alemanha, França ou Espanha continuam a receber apoios bastante superiores.”

O dirigente acrescenta que “a convergência não foi alcançada e que vamos ter mais sete anos de desigualdades, quando a nova PAC previa uma distribuição mais justa e equitativa.”

Concretamente sobre as ajudas diretas, António Bonito prevê “uma grande luta entre regiões e entre setores, porque os montantes são menos e quando se tapa de um lado destapa-se do outro”.

O Parlamento Europeu aprovou, quarta-feira, a reforma da PAC com novas regras para o período 2014-2020 e que garante um pacote financeiro de cerca de oito mil milhões de euros a Portugal.

Portugal perde cerca de 500 milhões de euros com a nova PAC, mas vê aumentado o pagamento médio por hectare, a inclusão de setores como a viticultura nas ajudas diretas, o aumento dos apoios para novos e jovens agricultores ou o financiamento de novas infraestruturas de regadio até 2020.

Carla Aguiã