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Portalegre:presidente da câmara diz que autarquia não tem obrigação de pagar indemnização reclamada pela empresa Emivete

A presidente da Câmara de Portalegre defendeu hoje que a autarquia não tem obrigação de pagar a indemnização de 250 mil euros reclamada pela empresa Emivete, por prejuízos nas receitas e perda de clientes devido às obras de requalificação e adaptação do antigo Colégio de São Sebastião a Paços do Concelho, alegando que “não conseguiram estabelecer a existência da ligação de causa e efeito”.

Adelaide Teixeira aconselhou ainda os responsáveis pela empresa, caso se sintam lesados, a recorrer aos tribunais, acrescentando que “a Câmara de Portalegre vai dar uma resposta escrita à Emivete através do advogado da autarquia”.

Em conferência de imprensa, realizada hoje na sede da Emivete, na Rua 31 de Janeiro, em Portalegre, o administrador da Eempresa, Fernando Seabra, referiu que o desenrolar das obras no colégio de São Sebastião, iniciadas em 2004, e concluídas cerca de três anos depois, “atrofiou por completo a logística diária da empresa”.

Segundo Fernando Seabra, o antigo presidente da Câmara de Portalegre, Mata Cáceres, assumiu em 2004, ressarcir a Emivete pelos prejuízos decorrentes das obras, processo que passou para a alçada da atual presidente do município, Adelaide Teixeira, aquando da demissão do ex. autarca, em junho de 2011.

O administrador adiantou que a empresa reuniu por diversas vezes com Adelaide Teixeira, e que na última reunião, em julho do ano passado, a autarca e o executivo assumiram que a Emivete tinha direito a ser ressarcida pelos prejuízos causados pelas obras.

Contudo, e até ao dia de hoje, a empresa ainda não recebeu um cêntimo, e para espanto de Fernando Seabra, a presidente da Câmara de Portalegre, informou os responsáveis pela Emivete, através de um telefonema, de que “não pode levar o caso à reunião camarária”.

Perante a posição da Câmara de Portalegre, o presidente do Conselho de Administração da Emivete, Artur Seabra, diz que não lhe resta outra solução que não seja avançar para a via judicial.

No encontro com os jornalistas, os responsáveis pela Emivete revelaram ainda que a indemnização que reclama, cerca de 250 mil euros, é inferior à proposta inicial do antigo presidente da Câmara de Portalegre, que apontava para um valor na ordem dos 400 mil euros.

A Emivete foi fundada em 1987 e dedica-se ao comércio de produtos veterinários.

Gabriel Nunes