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Hospital de Portalegre tem amianto em "quantidades significativas" na cobertura

O edifício do hospital de Portalegre tem amianto em “quantidades significativas” na cobertura, mas o Conselho de Administração da unidade hospitalar diz que “não há risco para a saúde” de trabalhadores e utentes.

Em declarações à Rádio Portalegre, José Carlos Freixinho, administrador do hospital de Portalegre, referiu que o amianto só é prejudicial para a saúde se as placas estiverem degradadas, o que diz, “não é o caso”.

Segundo José Carlos Freixinho, o edifício da unidade hospitalar tem sido sujeito, com regularidade, a auditorias, que até aos dias de hoje não identificaram situações de degradação de placas com amianto.

O administrador revelou ainda que sempre que se fazem obras no hospital o amianto existente nas áreas intervencionadas é retirado, explicando que devido às “quantidades significativas” de amianto presentes no edifício a sua remoção terá de ser feita gradualmente.

Em Portugal, a utilização do amianto foi particularmente popular nos anos 70 e 80, pelo que os edifícios construídos nessa altura, muito provavelmente, contêm essa substância.

Através da interação com o amianto (ou pela degradação provocada pelo tempo), soltam-se minúsculas partículas fibrosas que ficam suspensas no ar e são facilmente inaladas.

A exposição ao amianto a longo prazo (sempre mais de dez anos), pode provocar cancro do pulmão.

O uso de amianto está proibido na União Europeia desde 2005.

Gabriel Nunes