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Portalegre:familiares de doente acusam hospital de "desumanidade"

Um idoso, que reside a mais de 50 quilómetros do hospital de Portalegre, esteve mais de sete horas a aguardar internamento para ser sujeito a uma intervenção cirúrgica, mas foi obrigado a regressar à sua casa por não existirem camas disponíveis na unidade hospitalar.

Os familiares do doente ficaram “indignados” e “revoltados”, acusando o hospital de Portalegre de “desumanidade”, ao sujeitarem um homem, com 84 anos de idade e com problemas de mobilidade, a fazer longas viagens, quando poderiam ter resolvido o problema com um “simples telefonema.

Em declarações à Rádio Portalegre, José Domingos, genro do paciente, explicou que o seu sogro foi convocado para estar no hospital de Portalegre, na última segunda feira, cerca das 10:00, para ser internado, uma vez que tinha a intervenção cirúrgica marcada para o dia seguinte.

Depois de realizar os exames pré operatórios, o idoso foi encaminhado para uma sala de espera do hospital, onde esteve várias horas a aguardar por indicações de um médico ou de um enfermeiro.

Estranhando a ausência de qualquer tipo de informação, ao fim de sete horas de espera, o genro do idoso foi pedir explicações, e ficou estupefacto quando lhe disseram que o doente tinha que regressar a casa por falta de camas disponíveis na unidade hospitalar.

Segundo José Domingos, o médico com quem falou, mandou o paciente aguardar em casa até ser convocado para a realização da intervenção cirúrgica, o que poderá acontecer no dia 11 ou 12 de fevereiro.

O doente, que padece de uma hérnia inguinal, tomava medicamentos para diluição do sangue, e já foi sujeito a um tratamento com injeções para poder ser operado, que agora vai ter que repetir nos cinco dias anteriores à intervenção cirúrgica.

Gabriel Nunes