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Viúva de Salgueiro Maia contra a trasladação dos restos mortais do capitão de Abril para o Panteão Nacional

A viúva de Salgueiro Maia, Natércia Maia, mostra-se contra uma eventual trasladação dos restos mortais do capitão de Abril do cemitério de Castelo de Vide para o Panteão Nacional.

Natércia Maia deixou a sua opinião bem expressa, este sábado, no arranque das comemorações dos 40 anos da Revolução dos Cravos, na vila de Castelo de Vide, onde o marido, por sua vontade, foi sepultado.

Aos jornalistas, a viúva visivelmente emocionada, afirmou que a vontade de Salgueiro Maia deve ser respeitada, e “enquanto for viva,  os restos mortais do capitão de Abril vão permanecer em Castelo de Vide”.

O presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, mostrou-se igualmente surpreendido com a proposta de transladação dos restos mortais de Salgueiro Maia para o Panteão Nacional, lembrando que o capitão de Abril, deixou em testamento que queria ser sepultado em campa rasa no cemitério daquela vila alentejana.

Já o coronel, Garcia Correia, um dos capitães de abril, e membro da Associação 25 de Abril, manifestou opinião contrária.

Segundo, Garcia Correia, Salgueiro Maia é um “herói nacional” e já não pertence  só à terra que o viu nascer, por isso os seus restos mortais devem ser trasladados para o Panteão Nacional”.

Este sábado Castelo de Vide recebeu uma comitiva de Santarém para homenagear a figura de Salgueiro Maia e marcar o início do programa das comemorações dos 40 anos da Revolução dos Cravos em Castelo de Vide.

 Salgueiro Maia nasceu em 1944, em Castelo de Vide, e morreu em 1992, no Hospital Militar de Belém  (Lisboa).

Na madrugada de 25 de abril de 1974 dirigiu as tropas revolucionárias de Santarém até Lisboa, tornando-se uma das figuras chave da Revolução dos Cravos.

Tomou os ministérios do Terreiro do Paço e o quartel da GNR, no Carmo, onde estava refugiado o Chefe do Governo, Marcelo Caetano, que se rendeu, consolidando-se a queda do Estado Novo.

Gabriel Nunes/Susana Mourato