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Alentejo2020

Agricultura:Parlamento Europeu aprovou propostas para a reforma da PAC para o período 2014-2020

O eurodeputado socialista Capoulas Santos mostrou-se “muito satisfeito” com a aprovação, esta quarta feira, pelo Parlamento Europeu, das propostas para a reforma da Politica Agrícola Comum (PAC) para o período 2014-2020.

Capoulas Santos, que foi o relator das propostas referentes aos capítulos sobre os pagamentos diretos aos agricultores e o desenvolvimento rural, assegurou que nesta reforma da PAC “estão acomodados” todos os interesses portugueses, congratulando-se pelo facto das suas propostas, ou seja, os 75 compromissos terem sido todos aprovados.

O antigo ministro da Agricultura, que falava aos jornalistas em Estrasburgo, sublinhou ainda o facto de pela primeira vez na história da PAC o Parlamento Europeu ter aprovado a criação de um teto máximo, no montante de 300 mil euros, para as ajudas a agricultores.

O eurodeputado estima que com a redução do orçamento comunitário, Portugal perca entre 600 a mil milhões de euros para a Agricultura, ou seja o dobro do anunciado pelo primeiro-ministro quando, no início de fevereiro, os 27 chegaram a acordo sobre o orçamento plurianual da União Europeia.

Confrontada com estes números, a eurodeputada do PSD, Maria Céu Neves, considera “duvidosas” as contas feitas pelo socialista Capoulas Santos, mas alerta os agricultores para não se iludirem que vão ter mais financiamento porque “de todo não vai corresponder à realidade”.

Sobre as medidas da reforma da PAC, a social democrata congratulou-se com o facto de preverem mais apoio a jovens e novos agricultores, mas sobretudo aos pequenos agricultores.

Maria do Céu Neves considerou ainda “uma precipitação e uma irresponsabilidade avançar com o fim das quotas leiteiras em 2015” quando existe um estudo da Comissão Europeia a dizer que o fim das quotas “traça um cenário negro para o sector leiteiro na Europa.

A deputada açoriana apresentou recentemente uma emenda no âmbito do ‘dossier’ da Organização Comum dos Mercados da reforma da Política Agrícola Comum a pedir que as quotas leiteiras se prolonguem até 2020 e não terminem em 2015 como está previsto.

Gabriel Nunes, com José Nabo, em Estrasburgo