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25 abril/Portalegre:poder local, eleições autárquicas e democracia marcam discursos da sessão solene

O presidente da Assembleia Municipal de Portalegre, Antero Teixeira, aproveitou as comemorações do 39º aniversário da “revolução dos cravos” para apelar a uma “participação ativa” nas eleições autárquicas deste ano.

Antero Teixeira, que falava na Câmara de Portalegre durante a sessão solene evocativa do 25 de Abril de 1974, afirmou que “o exercício do sufrágio é a melhor homenagem à liberdade conquistada há trinta e nove anos atrás”.

O democrata cristão, Sérgio Campos, exortou os cidadãos a ser mais exigentes para com os eleitos locais.

Sérgio Campos defendeu ainda que os deputados eleitos pelo círculo de Portalegre deveriam prestar contas sobre o trabalho desenvolvido ao longo do mandato.

A necessidade de uma “revolução de mentalidades” para devolver a confiança a um país onde “há demasiado medo”, foi defendida pelo social democrata, José Cavalheiro.

Por seu turno a bloquista, Maria da Luiz Louro, disse que Portugal não precisa de um novo 25 de Abril mas sim de “defender a constituição de Abril”.

Ainda à esquerda, o comunista Luís Pargana, proferiu uma alocução em defesa do poder local.

Luís Pargana referiu que Portalegre, sendo um distrito do interior, está em desfavor perante a crise e que muito teria a ganhar com os valores de Abril assentes no poder local democrático.

Em representação do Partido Socialista, António Ventura destacou a instauração do regime democrático como “a mais importante conquista de Abril”.

Depois de citar Francisco Sá Carneiro, o socialista disse ainda que o ideal da democracia politica, económica, social e cultural “é hoje um desidrato a atingir”.

A sessão solene evocativa da “revolução dos cravos, foi encerrada pela presidente da Câmara de Portalegre, que colocou “a união acima das ideologias e dos partidos políticos”.

Adelaide Teixeira referiu ainda que nos tempos que correm “é imperativo apelar aos valores de Abril”.

Carla Aguiã/Gabriel Nunes