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Portalegre:presidente da CCDR Alentejo diz que não vale a pena vender ilusões porque o desemprego não vai baixar nos próximos 10 anos

“Desiludam-se aqueles que pensam que o desemprego vai baixar nos próximos 10 anos”, a afirmação é do presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.

António Costa Dieb, diz que “não vale apena vender ilusões de que a taxa de desemprego vai passar para 5 ou 6 por cento, defendendo em alternativa a criação de ciclos de empregabilidade que evitem a duração do desemprego e garantam condições para a subsistência das famílias.

O presidente da CCDR Alentejo, falava este sábado, em Portalegre, durante o seminário “A Economia Social e o Emprego no Distrito de Portalegre, promovido pela UGT.

O cenário traçado pelo presidente da CCDR Alentejo não está em concordância com as afirmações do secretário de Estado do Emprego.

Em declarações à Rádio Portalegre, Pedro Roque, disse que “a taxa de desemprego terá que baixar no país”, e que não são precisos 10 anos, “será muito antes”.

O governante lembrou que o país teve noutros tempos taxas de desemprego de 4 por cento, que revelam que há uma situação de pleno emprego em Portugal.

Numa das intervenções no âmbito do seminário, promovido pela UGT de Portalegre, o deputado socialista, Pedro Marques, considerou “muito baixa” a eficácia das políticas ativas de emprego desenvolvidas pelo Governo de Passos Coelho.

Pedro Marques destacou o “falhanço” do programa “Impulso Jovem”, que previa abranger 90 mil pessoas no primeiro ano de execução, tendo-se ficada pelas mil.

O secretário de Estado do Emprego reconheceu que o “Impulso Jovem” ficou aquém das espectativas no primeiro ano, e foi por isso que o Governo decidiu remodela-lo, afirmando que neste momento o programa “está a alcançar um êxito assinalável”.

O modelo dos acordos de cooperação, celebrados entre as diferentes instituições e o Estado, para institucionalização de idosos, foi um dos assuntos que dominou a intervenção do diretor da Segurança Social de Portalegre.

João Carlos Laranjo disse discordar com a existência de um “valor padrão” para todo o país, estabelecido para os acordos de cooperação, argumentando que as reformas ou pensões das pessoas nesta região do país são muito mais baixas do que em outras regiões.

O mesmo responsável explicou que sendo a comparticipação do Estado igual em todo o país, as instituições desta região, saem prejudicadas, defendendo que os acordos sejam celebrados analisando caso-a-caso.

A abertura do seminário esteve a cargo do presidente da UGT de Portalegre, Chambel Tomé, que alertou para a possibilidade do Governo se preparar para reduzir o número de camas nos hospitais de Elvas, Portalegre e Beja, diminuindo postos de trabalho e valências nessas unidades hospitalares.

O seminário contou ainda com as intervenções do deputado do PSD, eleito por Portalegre, Cristóvão Crespo, da presidente da Comissão de Mulheres da UGT, Lina Maria Lopes e da secretária-geral adjunta da UGT, Dina Teresa Carvalho.

Gabriel Nunes