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Greve dos professores: SPZS acusa ministro da educação de “chantagear os docentes”

A vice-presidente do Sindicato de Professores da Zona Sul (SPZS), Ana Simões, acusou hoje o Ministro da Educação de estar a fazer “chantagem” para que os sindicatos desconvoquem as greves às avaliações e a manifestação marcada para o dia em que se realiza o primeiro exame nacional do ensino secundário.

O Ministro da Educação garante que está tudo pronto para a realização de exames e não exclui nenhuma alternativa, mesmo a requisição civil. Em entrevista à TVI24, Nuno Crato criticou as datas escolhidas pelos sindicatos, para a realização das greves, afirmando que transformam os alunos “em reféns”.

Para Ana Simões “quem está a fazer com os alunos fiquem ou não reféns não são os professores, é o Ministério da Educação e o Governo”.

A dirigente sindical explica que os sindicatos não tiveram alternativa em relação à escolha das datas porque “o projeto de mobilidade especial, que vai colocar milhares de professores no desemprego, foi apresentado em meados de maio”.

Os sindicatos exigem que não se aplique a mobilidade especial nem as 40 horas de trabalho semanal, de outra forma mantem as greves e, segundo Ana Simões, ponderam prolonga-las durante o período de avaliações posterior a 18 de junho.

As greves às reuniões em que são fixadas as notas finais dos alunos em anos de exames estão marcadas para o período entre 7 e 14 de Junho. Para dia 15 está convocada uma manifestação nacional de professores e para 17 uma greve geral, que coincide com o dia do exame de Português do 12.º ano.

Carla Aguiã