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Ameaças e agressões marcam greve dos enfermeiros: SE

A greve dos enfermeiros “está a tomar proporções nunca antes vistas, com ameaças, coações e agressões” disse à Rádio Portalegre Emanuel Boieiro do Sindicato dos Enfermeiros (SE).

Segundo o sindicalista a adesão à greve, na ordem dos 90%, tem vindo a subir e em todo o país e Portalegre não é exceção.

Blocos operatórios e centros de saúde encerrados são as consequências mais graves do protesto que, segundo Emanuel Boieiro, já obrigou ao cancelamento de milhares de cirurgias programadas.

O dirigente sindical sublinha que “as pessoas estão a passar dos limites com os enfermeiros”, afirmando que o sindicato já registou mais de uma centena de denuncias de coação, ameaças e uma agressão, no hospital de Évora.

Os enfermeiros reivindicam a introdução da categoria de especialista na carreira de enfermagem, com respetivo aumento salarial, bem como a aplicação do regime das 35 horas de trabalho.

A greve, marcada pelo Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (SIPE) e pelo SE, começou às 00:00 de segunda-feira e decorre até às 24:00 de sexta-feira, sendo que está também agendada uma manifestação, para as 12:00 de sexta-feira, em frente à Assembleia da Republica.

Carla Aguiã