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Portalegre: Praxe académica ajuda instituições sociais da cidade (c/som)

Foto de Rádio Portalegre.

(Por Gabriel Nunes/Luís Filipe Alves) - A praxe académica é um tema que tem sido alvo de grande debate pela sociedade. Para uns é humilhação e sofrimento, para outros é divertimento e integração.

Desde há uns anos que a negatividade sobre a praxe tem vindo a aumentar. Os estudantes de norte a sul do país tentam apaziguar a situação e muitas universidades e politécnicos têm promovido praxes sociais e o Instituto Politécnico de Portalegre (IPP) não tem sido excepção. Há vários anos que as praxes solidárias têm sido realizadas durante o ano lectivo, desde recolha de alimentos ao voluntariado em várias instituições sociais da cidade.

 

A Rádio Portalegre acompanhou, esta quinta-feira, a praxe solidária da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS) no Centro de Acolhimento dos Sem-Abrigo de Portalegre, onde os caloiros ajudaram a decorar as paredes do edifício.

Para Antónia Chambel, diretora da instituição, a praxe académica é importante, sobretudo para os estudantes que vêm de várias zonas do país, se sintam integrados nesta nova fase da vida.

A dirigente disse ainda que este tipo de atividades dá a conhecer aos caloiros as instituições e serviços que existem na cidade de Portalegre.

 

(Antónia Chambel, diretora do Centro de Acolhimento dos Sem-Abrigo de Portalegre)

 

Um dos organizadores da praxe académica da ESECS sublinhou que esta prática não tem como objetivo “desmoralizar ou humilhar”, mas sim “integrar os novos alunos, não só na vida académica, mas como na cidade que os acolhe”, com o intuito de transmitir valores de união e de entreajuda entre eles.

 

(Organizador da praxe académica na ESECS)

 

A Rádio Portalegre falou com alguns dos novos alunos da ESECS. Os caloiros defendem que a imagem que passa da praxe não corresponde à realidade.

 

(Caloiros da ESECS)

 

No novo ano lectivo de 2017-2018, o IPP colocou 231 novos estudantes na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior de 2017, correspondendo a uma taxa de colocação de 45 por cento.

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