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Portalegre: Ordem dos Médicos “arrasa” serviço de urgência do hospital

Foto de Rádio Portalegre.

O presidente da Ordem dos Médicos de Portalegre, Jaime Azedo, afirmou esta terça-feira que o hospital de Portalegre é um caso de “fim de linha”, com uma urgência “remota” no território, em “situação permanente de pré rutura”.

Jaime Azedo não tem dúvidas de que nas próximas semanas, a confirmar-se um maior afluxo de utentes, a situação será ainda “mais grave”, com o serviço de urgência a entrar em rutura e mais camas de doentes internados, acumuladas nos corredores.

O médico diz que o problema do hospital de Portalegre “não tem solução à vista”. Para Jaime Azedo, “o hospital perdeu a identidade quando foi dissolvido na Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) e começou a funcionar através da compra de serviços no mercado”.

O mesmo responsável acrescenta que “a administração da ULSNA não tem controlo dos serviços que compra, nomeadamente sobre a qualidade e disciplina dos recursos humanos”.

Sobre a eficácia dos planos de contingência da gripe, Jaime Azedo cita o bastonário da Ordem dos Médicos para dizer que os planos não estão a ser levados à prática, devido a dificuldades financeiras.

De qualquer forma o médico duvida que, em Portalegre, houvesse capacidade para contratar “pessoal” para satisfazer os planos de contingência. 

Carla Aguiã