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Portalegre: A morte da corticeira Robcork

Foto de Rádio Portalegre.

(Por Gabriel Nunes) Foram-se os anéis e os dedos. O leilão da falida corticeira Robcork confirmou as piores espetativas, não apareceram interessados em comprar a empresa e os bens móveis foram vendidos em separado.

 

Com um valor total de cerca de 1,770 milhões de euros os bens móveis foram comprados por 1,310 milhões de euros, sendo que o lote que recebeu a proposta mais elevada, cerca de 80 toneladas de cortiça, foi adquirido por 410 mil euros.

Dos 142 lotes leiloados, esta sexta feira, nas instalações da corticeira, na zona industrial de Portalegre, apenas cerca de duas dezenas ficaram sem comprador.

De referir que foi ainda apresentada uma proposta global, com um montante de 1,3 milhões de euros, para a aquisição da totalidade dos bens móveis, por um comprador da zona do Porto, que no final do leilão acabou por a retirar, ficando apenas com os lotes que tinha arrematado.

No que concerne aos bens imóveis, avaliados em 6 milhões de euros, não foi apresesentada qualquer tipo de proposta, mas segundo a leiloeira a câmara de Portalegre estará interessada na sua aquisição.

O complexo fabril com uma área de cerca de 50 mil metros quadrados, 17 dos quais cobertos, tinha como preço base de licitação 7,7 milhões de euros.

Inaugurada em 2015 a Robcork foi mandada para a liquidação a 12 de janeiro deste ano pela Caixa Geral de Depósitos (CGD) maior credor da empresa com 8,1 milhões de euros.

Além da CGD são credores da corticeira outras entidades estatais como o IAPMEI e o IFAP, com dois milhões de euros cada, e ainda a Segurança Social e o Fisco com 90 e 40 mil euros respetivamente.