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Portalegre: núcleo da Amnistia Internacional inaugurado com o tema “Jornalismo e Direitos Humanos”

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Portugal é um país “com o ar pesado em termos de pensamento e onde se colam rótulos às pessoas”. A opinião é do jornalista José Milhazes que falava, esta segunda feira, em Portalegre, à margem da apresentação do núcleo da Amnistia Internacional na capital de distrito do Alto Alentejo.

 

O jornalista e historiador, que viveu grande parte da sua vida na Rússia, veio a Portalegre partilhar a sua experiência de vida no âmbito do tema “Jornalismo e Direitos Humanos”.

Em entrevista à Rádio Portalegre, José Milhazes, disse ainda que a qualidade do jornalismo em Portugal ”degrada-se a olhos vistos e presta atenção a coisas fúteis”, dando como exemplo o facto dos órgãos de comunicação social “perderam tempo a falar de saias”, referindo-se ao episódio que aconteceu no Parlamento, quando deviam “olhar” para a produtividade dos deputados.

Pedro Neto, diretor da Amnistia Internacional em Portugal, também marcou presença no Centro de Congressos da Câmara de Portalegre, e destacou a importância de envolver todos no ativismo pela causa dos Direitos Humanos.

O dirigente desafiou ainda o Governo a seguir o exemplo da Amnistia e descentralizar mais serviços para o interior do país.

Sobre problemas de Direitos Humanos em Portugal, Pedro Neto disse que a discriminação, o acesso à habitação e as condições das prisões são os casos mais graves.

O núcleo da Amnistia Internacional, em Portalegre, conta já com cerca de duas dezenas de ativistas.

Luís Cardoso, coordenador da nova estrutura, explicou que o objetivo principal é chamar os jovens a juntarem-se a esta causa, consciencializar e transmitir aos estudantes a urgência de estar atento e agir.

O professor, espera que os jovens possam fazer chegar aos adultos a mensagem de que a os Direitos Humanos não fazem apenas parte de uma declaração e têm que estar ativos nas palavras e ações.

Carla Aguiã