Feno

Agricultura: ano excecional para produção de fenos e forragens na região de Portalegre, após sucessivas secas

No distrito de Portalegre os produtores consideram que estão perante um ano agrícola de que “não há memória”, um ano “excecional” para a produção de pastagens, fenos e forragens, depois de um período marcado pelas sucessivas secas.

 Em declarações à rádio Portalegre, Rui Vacas de Carvalho, da direção Agrupamento de Produtores Pecuários do Norte Alentejano – Natur-al-Carnes, recorda que 2023 “foi um ano atípico, um ano de seca extrema” e, perante esse cenário, surgiu a “especulação” nos preços de farinhas e fenos.

Mas este ano, aponta o responsável, “era espectável” os preços sofrerem uma redução porque o ano agrícola foi “bastante melhor” para a produção.

“As pessoas habituaram a pagar os fenos a 25, 26 e 27 cêntimos (por quilo) o ano passado e este ano baixou um bocadinho porque foi um ano bom para as pastagens semeadas e baixou para os 15, 16, 17 cêntimos (por quilo), mas agora vai começar a subir porque estamos em campanha e os agricultores vão querer realizar dinheiro”, disse.

Rui Vacas de Carvalho indicou ainda que a palha está a ser comercializada a 11 cêntimos o quilo.

Na área de produção de fenos, o dirigente da Natur-al-Carnes explicou que o ano foi “bom de pastagens”, apesar de terem surgido algumas chuvas intensas que acabaram por arrastar sementes e alagar terrenos, o que “matou muito” a produção.

“Mas comparativamente aos últimos dois anos é um ano excecional, um ano que não há memória”, acrescentou.