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Campo Maior/violência no Centro Escolar: pais “vivem com medo” de receber uma chamada

O sentimento de insegurança é comum, a grande parte dos pais dos alunos que frequentam o Centro Escolar de Campo Maior.

Depois da manifestação, contra os episódios de violência, ocorridos naquele Centro Escolar, que esta segunda feira juntou centenas de pessoas, a Rádio Portalegre falou com a mãe de uma das crianças, alegadamente agredida na casa banho do estabelecimento de ensino, no passado dia 10 de novembro.

Segundo Ana Martins “todos os pais estão apreensivos e vivem com medo de receber uma chamada”.

A mãe, da aluna de 11 anos de idade, que relatou ter sido agredida por um grupo de seis jovens, frisa que “há vários anos que os pais dos alunos do Agrupamento de Escolas de Campo Maior alertam e tentam travar os episódios de violência”, mas os mesmos continuam a ocorrer.

Ana Martins acusa a direção da escola de “não dar ouvidos às pessoas e de ter uma postura altamente incorreta e negligente”, perante os vários relatos de violência, que ocorrem com alguma frequência no Centro Escolar.

Esta segunda feira, os manifestantes concentraram-se às primeiras horas do dia, junto ao Centro Escolar de Campo Maior e depois desfilaram até ao edifício dos Paços do Concelho onde foram recebidos pelo presidente da Câmara.

Em declarações à Rádio Portalegre, Luís Rosinha, admitiu que a autarquia está preocupada com a falta de segurança no Centro Escolar, asseverando que vão estabelecer contactos com o Ministério da Educação para perceber que medidas podem ser aplicadas para mitigar o problema.

O autarca lembrou ainda que, há cerca de um ano, a autarquia, além de contratar dois seguranças, instalou câmaras de videovigilância no Centro Escolar, mas os episódios de violência continuaram a ocorrer no estabelecimento de ensino.

O Agrupamento de escolas de Campo Maior reagiu ao incidente, ocorrido no dia 10 de novembro, lamentando que este tipo de situações ocorra no interior de um recinto escolar.

Em comunicado a direção do Agrupamento refere que a aluna agredida identificou as agressoras, depois de ter relatado o episódio à diretora adjunta do diretor do estabelecimento de ensino.

No mesmo comunicado o Agrupamento indica que às alegadas agressoras foi aplicada a medida de suspensão preventiva.

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