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Castelo de Vide: 50 anos depois de Abril o ambiente político nacional “deixa muito a desejar”

O presidente da Câmara de Castelo de Vide, António Pita, afirmou, esta quinta feira que “temos assistido nas últimas semanas a um ambiente político nacional que, 50 anos depois de Abril “deixa muito a desejar”.

Segundo o autarca o nível da discussão e do comportamento de quem nos representa ao nível máximo do poder nacional deveria estar “num patamar de maior qualidade”, em suma António Pita considerou que, 50 anos corridos do 25 de Abril há um longo caminho a percorrer, para conquistar a democracia na sua plenitude.

António Pita falava na sessão de entrega do Prémio Nacional “Memória e Identidade” 2024, a Salgueiro Maia, a título póstumo, atribuído pela Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, que considerou “um contributo que pode deixar uma motivação e fazer escola no sentido de reavivar Abril”.

Para Alcino Morgado, um dos vice presidentes da Associação Portuguesa dos Municípios com Centro Histórico, este prémio serve para recordar e homenagear Salgueiro Maia, mas deve ser também “um alerta” para manter viva a memória de Abril.

Presente na cerimónia, a viúva do capitão de Abril, Natércia Salgueiro Maia, visivelmente emocionada, frisou que as homenagens são importantes essencialmente para dar a conhecer às pessoas e especialmente aos jovens quem foi Salgueiro Maia, enquanto militar e enquanto pessoa.

O capitão de Abril, Fernando José Salgueiro Maia, nascido em Castelo de Vide a 1º de julho de 1944 e falecido em Lisboa em 3 de abril de 1992, foi um militar que desempenhou um papel crucial na Revolução de 25 de Abril de 1974, marcando o fim da ditadura em Portugal.

No dia 25 de Abril de 1974, Salgueiro Maia comandou as tropas que cercaram o Terreiro do Paço, forçando a rendição de Marcello Caetano, o último presidente do Conselho, e a entrega do poder a António de Spínola.

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