
Os comerciantes de Elvas e a Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) dizem ter sido uma “decisão feliz” e “mais do que um sonho, um desejo concretizado”, a aprovação no parlamento para isentar o pagamento de portagens, principalmente nos troços da A6 e A2, no Alentejo.
O parlamento aprovou na quarta-feira duas propostas do PS para isentar de portagens a totalidade da A25 Costa da Prata e Beiras Litoral e Alta, e em dois troços da A6 e A2, no Alentejo.
Em declarações à Rádio Portalegre, presidente da CIMAA, Joaquim Diogo, manifestou a sua satisfação com a medida tomada e espera que, no futuro, a região seja também beneficiada através do Itinerário Principal 2 (IP2), com perfil de autoestrada.
O presidente da Associação Empresarial de Elvas, Rui Nabeiro, diz por sua vez que se trata de um “desejo” concretizado.
Em declarações à Rádio Portalegre, Nabeiro considera que esta medida vai trazer “competitividade” e beneficiar os empresários e o consumidor final.
No caso da A6 e A2, a isenção só abrange as pessoas com residência e as empresas com sede em determinadas “áreas de influência” das duas autoestradas.
A isenção abrange os troços da A6 entre o nó A2/A6/A13 e Caia, e na A2 entre o nó A2/A6/A13 e Almodôvar.
A isenção funciona “através da utilização de dispositivo eletrónico associado à matrícula do veículo”, segundo se prevê na iniciativa do PS.
Para se saber quem pode beneficiar da exclusão de pagamento, a legislação prevê que as áreas de influência compreendem, no caso da A6, “o território abrangido pelas NUTS III do Alto Alentejo e Alentejo Central” e, no da A2, “o território abrangido pelas NUTS III do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral”.
A proposta teve o voto favorável de todos os partidos de esquerda e do Chega. O PAN absteve-se e o PSD, CDS e IL votaram contra.
