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Portalegre: Atraso na transferência hospitalar de um jovem causa “revolta” e leva bombeiros a questionar eventuais falhas de comunicação

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(Por Carla Aguiã) - A Federação de Bombeiros do distrito de Portalegre quer esclarecer o que levou ao atraso na evacuação de um jovem, do hospital de Portalegre para Lisboa, depois das manifestações de revolta da mãe, que acusa os bombeiros de terem recusado fazer o transporte.

 

Em declarações à Rádio Portalegre, Sílvia Belinho, mãe do jovem ferido com gravidade, numa mão, explicou que o filho deu entrada no hospital de Portalegre perto das duas da madrugada de quarta feira.

Depois de observado, foi dada indicação para a evacuação imediata para a especialidade de cirurgia plástica, em Lisboa.

Segundo Sílvia Belinho, várias corporações de bombeiros do distrito de Portalegre foram contactadas e “recusaram fazer o transporte”.

Foi ativado o helicóptero do INEM, que chegou a aterrar no Estádio Municipal de Portalegre, mas o transporte acabou por ser cancelado devido às condições atmosféricas.

Quase quatro horas depois, por volta das 05h30, o jovem acabou por ser evacuado pelos bombeiros de Arronches.

Sílvia Belinho teme que o tempo de espera possa ter causado danos irreversíveis ao seu filho e denunciou o caso para que não se volte a repetir.

O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Portalegre, Manuel Marçal Lopes, explicou que todas as quinze corporações de bombeiros do distrito tem postos de emergência médica disponíveis para ativação, sublinhando que os bombeiros não têm autoridade para recusar essa prestação de socorro ou cedência de meios, que é solicitada através do Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM).

Contactado pela Rádio Portalegre, o mesmo responsável adiantou que “poderá ter havido uma falha de comunicação”. Explicando que, em caso de contacto para evacuação, sem ativação do SIEM, as corporações podem não estar preparadas para uma resposta imediata, até porque a situação não reveste o caráter de emergência.

Manuel Marçal Lopes considera que é importante esclarecer se efetivamente houve alguma falha neste processo, admitindo que o tempo de resposta ao doente foi “significativo”, uma situação que não pode ocorrer em emergências.

Várias horas depois da alta clinica para evacuação, o jovem foi transportado para Lisboa pelos bombeiros de Arronches.

Em declarações à Rádio Portalegre, o presidente dos bombeiros de Arronches, João Crespo, disse que a corporação foi contactada para fazer a evacuação do jovem, mas recusou porque já tinha meios empenhados num transporte para o hospital de S. José.

Posteriormente, e após o contacto através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU), foi ativada a ambulância dos bombeiros que está afeta ao INEM e o transporte foi concretizado.

Sobre este caso o hospital de Portalegre declara que o jovem foi admitido no serviço de urgência, à 01h40 do dia 21 de julho. Teve alta clinica às 02h55 para ser transferido para o hospital de S. José e alta administrativa às 05h32.