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Portalegre:antigos operários da Robinson recordam tempos áureos da fábrica e revelam que "fechou com muito trabalho"

Preservar as memórias de um espaço identitário da cidade de Portalegre é o objetivo da iniciativa “Picar o ponto” que decorre todos os meses na Fábrica Robinson, e que através das memórias de antigos operários pretende não deixar morrer a maior unidade transformadora de cortiça do Alentejo.

O tema deste mês foi a construção das chaminés da fábrica, que contam com mais de 40 metros de altura, sendo sempre a limpeza um desafio para os trabalhadores.

Fernando Andrade, antigo operário fabril recordou à Rádio Portalegre os tempos em que subia, por fora, à chaminé, com a ajuda de mais dois colegas, e efetuavam a limpeza e asseguravam a manutenção daquela estrutura.

A limpeza por dentro da chaminé era um serviço manual, moroso e difícil, como confirma Manuel Meira, que trabalhou mais de 40 anos na fábrica Robinson.

O antigo operário explicou também o seu contributo no fabrico de um limpa chaminés, inovador para a época, acionado por motor, e que facilitava a limpeza do interior da chaminé.

Com saudades, Fernando Andrade e Manuel Meira recordam os tempos áureos da Fabrica Robinson.

Ambos consideram que, se hoje a fábrica ainda estivesse a laborar seria um grande contributo para a economia na região.

Manuel Meira afirma mesmo que “a fábrica fechou com muito trabalho para fazer” .

Fernando Andrade corrobora com as afirmações do colega, acrescentando que se não fosse a administração a fábrica não tinha fechado.

Dois operários da antiga fábrica Robinson, em Portalegre, foram os convidados do primeiro “Picar do Ponto” de 2015, uma atividade integrada no “Dia 17 Acontece”.

O “Dia 17 Acontece” é um programa proposto pela Fundação Robinson, numa lógica de iniciativas de cultura em continuidade que se repetem a cada dia 17,que este mês se realizou excecionalmente no dia 18.

Rui Lourenço, da Fundação explicou a importância destes testemunhos para que se “produza cultura” e se dê conhecimentos aos mais novos.

As duas chaminés da Fábrica Robinson destacam-se no perfil da cidade de Portalegre, juntamente com a Catedral e as torres do Castelo. São três monumentos, três tempos, e três funções distintas: a defesa; a oração; e o trabalho.

Susana Mourato