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Autárquicas 2021 - Esta quarta feira a partir das 12:00 Portalegre em debate na Rádio Portalegre

Presidente da CIMAA critica instalação da sede da Águas de Lisboa e Vale do Tejo na Guarda defendendo que a solução de maior centralidade seria Portalegre

Resultado de imagem para aguas de lisboa e vale do tejo saO presidente da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA), Armando Varela, criticou hoje a decisão do Governo em instalar na Guarda a sede da nova mega empresa Águas de Lisboa e Vale do Tejo, que vai absorver a Águas do Norte Alentejano, na sequência da reforma do setor das águas aprovada quinta feira em Conselho de Ministros.

Em declarações a esta estação emissora, Armando Varela, “lamentou” que não se tenha optado por uma solução de maior centralidade, defendendo que a sede da Águas de Lisboa e Vale do Tejo deveria ser na cidade de Portalegre.

A reforma do sector das Águas irá agregar as 19 empresas do grupo Águas de Portugal em cinco empresas regionais.

No caso das Águas de Lisboa e Vale do Tejo, que vai desde a capital até ao interior centro, juntam-se oito sistemas multimunicipais e de abastecimento de água e saneamento: Águas do Zêzere e Coa, Águas do Centro, Águas do Oeste, SIMTEJO, SANEST, EPAL, SIMARSUL, Águas do Norte Alentejano e Águas do Centro Alentejo.

No norte são agregados quatro sistemas multimunicipais de abastecimento de água e saneamento, constituindo-se a Águas do Norte, que ficará sediada em Vila Real, enquanto no centro são unidas três entidades gestoras, constituindo-se a Águas do Centro Litoral, que por sua vez terá sede em Coimbra.

Questionado se esta reforma pode diminuir o peso dos municípios nos processos de decisão no setor, o presidente da CIMAA disse que isso é inegável, tendo em conta que o universo de autarquias abrangidas por esta nova empresa é de 92 enquanto na Águas do Norte Alentejano eram apenas 15.

Contudo, referiu que os municípios que integram a Águas do Norte Alentejano também não têm conseguido influenciar qualquer tipo de decisão, responsabilizando a Águas de Portugal pela “degradação financeira” da empresa Águas do Norte Alentejano.

O também presidente da Câmara de Sousel denunciou ainda que a Águas do Norte Alentejano “está há muitos anos em falência técnica”, porque o modelo instituído em abril de 2001 partiu do “pressuposto errado” de que a população servida aumentaria.

Relativamente a uma eventual redução de postos de trabalho que possa resultar desta reforma do setor das águas, Armando Varela, considera ser uma falsa questão, argumentando que as novas empresas vão continuar a precisar das pessoas para a manutenção e conservação dos sistemas.

A reforma do setor das águas tem como objetivo harmonizar as tarifas entre o interior e o litoral, sendo que os cidadãos do interior norte verão reduzida a sua tarifa mensal em três euros, de imediato, e os do litoral norte terão um agravamento gradual ao longo destes cinco anos de trinta cêntimos anuais.

Gabriel Nunes