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RÁDIO PORTALEGRE 09/11/1989 - 09/11/2021

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Portalegre: “Património simbólico do Alto Alentejo é o trunfo para a valorização da indústria”

O economista Carlos Figueiredo, que participou no estudo “Alentejo 2030” afirmou, quinta feira, em Portalegre, que "o património simbólico do Alto Alentejo é o trunfo para a captação de investimento".

O economista, falava no Núcleo Empresarial da Região de Portalegre (Nerpor) à margem do fórum sobre o tema “Captação e Fixação de Empresas na Região”, promovido pela Associação Industrial Portuguesa (AIP).

Para Carlos Figueiredo, “o Norte Alentejano tem pela frente um “enorme desafio do ponto de vista de atracão de empresas e de novos investimentos”, mas tem “um trunfo muito importante para a valorização da indústria”, referindo-se ao capital simbólico, de que é exemplo o museu da tapeçaria “que deve ser valorizado e mais projetado no exterior”.

O anfitrião do fórum e vice-presidente do Nerpor, Manuel Chagas, afirmou, por seu turno, que o desenvolvimento da região está dependente “da vontade dos empresários, que devem, independentemente da crise, ter vontade de fazer mais e melhor”.

Manuel Chagas salientou ainda a importância da realização deste fórum em Portalegre, como forma de debater e apontar caminhos para inverter a tendência de despovoamento e escassez de infra-estruturas na região.

Do lado dos sindicatos, o vice-presidente da UGT- Portalegre disse que “o distrito não tem estrutura nem densidade populacional capaz de atrair investimento”.

João Neves referiu que “a única possibilidade de desenvolvimento do Alto Alentejo está dependente de medidas de exceção temporárias e incentivos do Governo central”.

O sindicalista considera ainda que “a indústria não é caminho para o desenvolvimento no Alto Alentejo” defendendo o regresso ao setor primário.

Paula Alves da AIP, por seu turno, explicou que os objetivos do fórum, passam por “dar voz aos cidadãos para que identifiquem problemas e anseios que posteriormente serão incluídos num relatório que será entregue à Comissão Europeia”.

Carla Aguiã