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Portalegre: Má utilização dos solos agrava risco de seca e desertificação

Pode ser uma imagem de natureza

(Por Carla Aguiã) - Mais de metade da área do Alto Alentejo apresenta grande suscetibilidade à desertificação, na região a ressalva a esta catástrofe anunciada vai para a Serra de São de Mamede.

 

Em declarações à Rádio Portalegre, no âmbito do Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação, que se assinala esta quinta feira, dia 17 de junho, o ambientalista José Janela sublinhou que a degradação dos solos e a consequente menor biodiversidade terá cada vez mais efeitos nefastos para as populações que residem na região.

Tendo em conta o risco de seca e desertificação, o dirigente da Quercus traçou o diagnóstico a nível nacional e apresentou soluções, lamentando o escasso trabalho dos governantes para reverter esta situação.

Segundo José Janela 32,6 por cento do território português está numa situação “degradada”, com maior incidência no Alentejo e Algarve.

Para esta situação tem contribuído o clima, com o aumento médio da temperatura e diminuição da precipitação, mas também a má utilização dos solos, com culturas de regadio, recurso a pesticidas e fertilizantes e arborização com espécies exóticas.

O ambientalista defende que o combate à desertificação e à seca deve ser feito com base numa floresta multidisciplinar e com maior biodiversidade, na proteção dos bosques de carvalho autóctones, abandono de culturas intensivas de regadio onde haja montado de sobro e de azinho, bem como a recuperação dos solos contaminados.

O objetivo do Dia Mundial de Combate à Seca e à Desertificação, instituído pela ONU em 1994, é sensibilizar as populações e governos quanto à necessidade de cooperação mundial no que respeita a desertificação e a seca.