
O candidato presidencial Marques Mendes apelou, esta segunda feira, a que a Justiça “decida rapidamente” o processo judicial que levou à suspensão da construção da barragem do Pisão, no concelho do Crato.
Durante uma visita a Castelo de Vide, o candidato sublinhou que a infraestrutura é “absolutamente essencial” para o Alto Alentejo, alertando que a suspensão prolongada “é pior para a obra, que não avança, e pior para o financiamento”.
Marques Mendes reforçou que o seu apelo não pretende influenciar o sentido da decisão judicial, lembrando que “a Justiça é independente”, mas insistiu na necessidade de celeridade: “Se pudesse fazer um apelo, seria para que decida com rapidez e não com lentidão”.

A barragem do Pisão, considerada estratégica para reforçar a resiliência hídrica do distrito de Portalegre, será financiada pelo programa Sustentável 2030, com verbas do Fundo de Coesão, após autorização da Comissão Europeia.
Com um investimento superior a 220 milhões de euros, o projeto prevê ocupar cerca de 10 mil hectares e implicará a submersão da aldeia de Pisão. A futura albufeira deverá garantir o abastecimento público de água, criar novas áreas de regadio e permitir a produção de energia renovável.
