
A empresa Águas do Alto Alentejo (AAA) vai sofrer uma injeção de capital de 1,8 milhões de euros por parte dos 10 municípios associados, para evitar a extinção administrativa daquele organismo, como a lei determina após três anos de prejuízos acumulados.
A empresa é constituída pelos municípios de Gavião, Ponte de Sor, Nisa, Sousel, Crato, Alter do Chão, Castelo de Vide, Marvão, Fronteira e Arronches.
O tema tem sido alvo de discussões nas reuniões dos executivos camarários e nas respetivas assembleias municipais.
Na última reunião do executivo municipal do Crato o tema esteve em cima da mesa, tendo o presidente da câmara, Joaquim Diogo, referido que o défice do resultado operacional da empresa “deve ser olhado com atenção”.
O autarca acrescentou que continua a acreditar no projeto, que tem como objetivo a profissionalização da gestão da água e o acesso a fundos para prestar um bom serviço e garantir a qualidade da água ás populações, o que “no cômputo geral não tem acontecido”.
Sobre a “injeção” de capital dos municípios na AAA, Joaquim Diogo afirma que a decisão serve para evitar a subida dos tarifários, ao contrário do que determina a Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR), que defende que o custo total da empresa deve refletir-se na tarifa.
O processo obriga à assinatura até ao início de dezembro de um contrato-programa entre os municípios e a Águas do Alto Alentejo para que esta empresa continue em operação.
Entretanto estão agendadas para esta terça-feira eleições para os órgãos diretivos da empresa que era liderada pelo antigo presidente da Câmara de Ponte de Sor, Hugo Hilário.
