
Garantir verbas num mandato de proximidade e com capacidade de argumentação, são as diretrizes de Ricardo Pinheiro, eleito segunda feira à noite presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Alentejo.
Entre as principais preocupações no novo dirigente estão a saúde, demografia, acessibilidades, educação, agricultura e recursos hídricos.
Em entrevista à Rádio Portalegre, Ricardo Pinheiro começou por agradecer o trabalho desenvolvido pelo seu antecessor, que não se recandidatou ao cargo, António Ceia da Silva.
Admitindo que a CCDR Alentejo tem “enormes desafios territoriais” no que diz respeito à implementação de políticas públicas, Ricardo Pinheiro citou um bom exemplo do Alto Alentejo, em jeito de fórmula que deve ser replicada, referindo-se à empresa Tekever, em Ponte de Sor, que alcançou o estatuto de Unicórnio.
O novo presidente da CCDR Alentejo afirmou que o trabalho que tem pela frente “é difícil”, mas deu garantias de levar por diante um mandato de proximidade e capacidade de argumentação.
Ricardo Pinheiro terminou a sua declaração sublinhando que “há a possibilidade do Alentejo se redefinir enquanto unidade territorial” alertando para a necessidade de se perceber de que forma poderão ser garantidas as verbas que tem financiado a adaptação desta região de baixa densidade.
Ricardo Pinheiro foi secretário de Estado do Planeamento no XXII Governo (26 de outubro de 2019 – 30 de março de 2022), presidido por António Costa, presidente da Câmara de Campo Maior, entre 2009 e 2019, ano em que foi eleito deputado à Assembleia da República pelo PS, tendo ainda presidido à Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA).
Engenheiro eletrotécnico de profissão, foi diretor de manutenção do Grupo Nabeiro, local onde trabalha atualmente.
Todos os candidatos eleitos foram escolhidos com base num acordo eleitoral entre PSD e PS, que acordaram a eleição de candidatos social-democratas para as CCDR do Norte e do Centro e socialistas para Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Alentejo e Algarve.
