O setor da gastronomia vai bem, no entanto os custos de produção são um problema que os empresários estão a enfrentar com alguma dificuldade, alertou esta segunda-feira, em Arronches, o presidente da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP) Carlos Moura.
O responsável falava aos jornalistas à margem das comemorações do Dia da Gastronomia – Património Cultural que decorreram no Convento de Nossa Senhora da Luz, naquela vila alentejana.
Sob o tema “O Porco: Tradição, Sabor e Futuro”, a comemoração reuniu representantes institucionais, especialistas, produtores, investigadores e chef´s para uma reflexão em torno da importância cultural, económica e turística de um dos produtos mais emblemáticos da gastronomia portuguesa, o porco alentejano.
Presente no evento, o presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo, José Santos, revelou que aquela entidade vai lançar uma estratégia integrada para a gastronomia do Alentejo, para identificar os seus problemas e dificuldades. O projeto terá uma duração de três anos.
Já o presidente da Câmara de Arronches e anfitrião do evento, João Crespo, assumiu o compromisso de contribuir para a defesa e promoção do porco alentejano, um dos grandes “embaixadores” daquela vila do Alto Alentejo.
A gastronomia portuguesa, um dos grandes pilares da identidade cultural do país, foi reconhecida há 26 anos como Bem Imaterial do Património Cultural de Portugal.
Para assinalar esta data simbólica, a AHRESP organizou em Arronches uma celebração dedicada à carne de porco, ingrediente central da tradição culinária portuguesa e particularmente marcante na cozinha alentejana.





