A petição de um movimento cívico contra a transferência do Campo de Tiro da Força Aérea Portuguesa para Alter do Chão, já ultrapassou as 2.500 assinaturas, número a partir do qual pode ser apreciada em debate por uma comissão parlamentar.
O movimento “Não ao campo de tiro” vai agora fazer chegar as novas assinaturas à Assembleia da República depois de, em 11 de março, o Governo ter anunciado que pretende transferir a estrutura de Alcochete para Alter do Chão, na sequência da construção do novo aeroporto Luís de Camões.
O campo de tiro militar será instalado em cerca de 7.500 hectares nos concelhos de Alter do Chão, Crato, Fronteira e Monforte e em áreas limítrofes, área que, segundo o movimento, abrange terras agrícolas em produção e é atravessada por um gasoduto da rede nacional de transporte de gás.
Na mesma nota, o movimento lamenta que, quase cinco meses depois do anúncio feito pelo ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, não tenham ainda sido tornados públicos os estudos ou os critérios que fundamentam a escolha da nova localização para o campo de tiro, já que o atual terá de ser encerrado.
O movimento exige a publicação do perímetro, dos critérios e dos resultados dos estudos, e a audição das populações dos concelhos afetados”, conclui o movimento de cidadãos.
Em março, não foi detalhado o local exato do campo de tiro no concelho de Alter do Chão e a eventualidade de abranger concelhos vizinhos, mas, segundo o ministro da Defesa, a valência terá uma dimensão de cerca de 7.500 hectares.
