Os rios concentram o maior número de vítimas por afogamento, com 35 mortes entre janeiro e julho de 2026. Segundo dados da Federação Portuguesa de Nadadores‑Salvadores (Fepons), neste período Portugal registou 92 mortes por afogamento, o valor mais elevado da última década.
Depois dos rios, o mar é o meio aquático onde se registaram mais mortes, um total de 27 casos. Além destes dois meios, o Observatório do Afogamento contabilizou ainda ocorrências em barragens (6), piscinas domésticas (6), poços (5), estradas inundadas (4), portos de abrigo (4), bem como uma morte em lagoas, piscinas de aldeamentos turísticos, piscinas públicas, tanques e valas.
Em declarações à Rádio Renascença o presidente da Fepons, Alexandre Tadeia, sublinha que os números mostram que o risco de afogamento está presente em diferentes ambientes aquáticos e não apenas nas praias, alertando para a importância da prevenção durante todo o ano. O mesmo responsável destaca que os números estão relacionados, em grande medida, com o incumprimento de regras básicas de segurança aquática e com o facto de a maioria das mortes acontecer em locais sem
