O crescimento do número de estudantes está a colocar pressão sobre as infraestruturas da Universidade Politécnica de Portalegre (UPP) e segundo o reitor, Luís Loures, os espaços atualmente disponíveis já não são suficientes para responder às necessidades da instituição.
Luís Loures, que falava à Rádio Portalegre à margem da cerimónia de boas-vindas aos novos estudantes, realizada esta segunda-feira no campus politécnico, indicou que está a ser projetado o alargamento das instalações, tanto no campus politécnico como no centro da cidade de Portalegre.
Paralelamente, encontra‑se em fase final a construção de uma nova escola de pós‑graduação, cuja conclusão está prevista para dentro de três a quatro meses. O edifício terá dez salas de aula equipadas e representa um investimento superior a quatro milhões de euros.
O aumento da população estudantil tem também impacto no alojamento. Em Portalegre, foram investidos cerca de cinco milhões de euros na criação de 600 camas, dois milhões dos quais suportados pela própria universidade.
Durante a cerimónia, a presidente da Câmara de Portalegre, Fermelinda Carvalho, alertou para o desafio conjunto que envolve a UPP, autarquias, empresas e comunidade, defendendo a necessidade de “construir pontes” para que o conhecimento produzido pela acdemia se traduza em respostas para o tecido empresarial regional, sublinhando que fixar população continua a ser um dos grandes desafios do interior.
A Universidade Politécnica de Portalegre integra a Escola Superior de Biociências de Elvas e, em Portalegre, as escolas superiores de Tecnologia, Gestão e Design, de Educação e Ciências Sociais e de Saúde.
