O presidente da Federação dos Bombeiros do Distrito de Portalegre, Manuel Marçal Lopes, alerta que o aumento do preço dos combustíveis deixou várias associações à beira da falência e admite parar algumas tipologias de transporte, apesar da falta de consenso entre as corporações.
Em declarações à Rádio Portalegre, esta quarta feira (16 de setembro), o dirigente sublinha que muitos bombeiros resistem a essa medida por receio de prejudicar os cidadãos, mas reconhece que, sem uma ação radical, o problema continuará sem solução.
Entre as áreas que poderiam ser suspensas, aponta as altas hospitalares, que criariam constrangimentos no sistema, mas não afetariam diretamente o tratamento dos doentes.
Marçal Lopes explica que algumas tipologias de transporte já eram deficitárias e que, com a escalada dos custos, a receita deixou de acompanhar as despesas, dando como exemplo faturas quinzenais que rondavam os sete mil euros e que passaram para cerca de nove mil.
O também presidente da direção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Sor recorda que o apoio prometido pelo Governo até junho ainda não foi recebido e que, desde então, o combustível continuou a subir.
Contudo, a ameaça de paralisação poderá cair por terra nas próximas horas. De acordo com informações apuradas pela Rádio Portalegre ao final da manhã desta quinta-feira, a Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Alentejo deverá dar “luz verde” a uma proposta da Federação de Bombeiros.
A medida visa atualizar os valores de comparticipação do Transporte de Doentes Não Urgentes, devolvendo o oxigénio financeiro necessário para que as ambulâncias continuem a circular na região.
