Alto Alentejo: Saúde Pública garante doses suficientes para toda a época vacinal

A campanha de vacinação sazonal contra a gripe e a Covid‑19 já está no terreno, depois de ter arrancado esta quarta‑feira em todo o país. Em entrevista à Rádio Portalegre, a enfermeira Maria de Jesus, da Saúde Pública da ULS do Alto Alentejo, e Margarida Palmeiro, da Associação Nacional das Farmácias, detalharam metas, grupos prioritários e procedimentos para a época vacinal, que decorre até 31 de março de 2027.

Maria de Jesus recordou que, no ano passado, a cobertura vacinal ficou abaixo das metas definidas pela Direção‑Geral da Saúde, com 56% de adesão à gripe e 28% à vacina da Covid‑19 entre os maiores de 65 anos, sublinhando que o objetivo passa por melhorar estes números, sobretudo na faixa dos 60 aos 84 anos, onde a adesão foi mais baixa.

A mesma responsável garantiu também que não haverá falta de vacinas, indicando que os centros de saúde já dispõem de doses suficientes para iniciar a campanha.

Entre as novidades da campanha de vacinação sazonal, destaca‑se o alargamento da vacinação gratuita contra a gripe às crianças dos 2 aos 4 anos, medida que pretende reforçar a proteção no pré‑escolar, considerado mais vulnerável às infeções respiratórias.

Do lado das farmácias, Margarida Palmeiro afirmou que cerca de 90% das unidades do distrito estão preparadas para administrar vacinas, funcionando com diferentes modelos de atendimento, desde agendamento prévio ao sistema de porta aberta, salientando o papel de proximidade das farmácias, que complementam o trabalho dos centros de saúde e ajudam a evitar aglomerados.

A campanha abrange, no caso da gripe, crianças dos seis meses aos quatro anos, pessoas com 60 ou mais anos, grávidas, doentes de risco e profissionais expostos. Na Covid‑19, a vacinação gratuita é recomendada a partir dos 70 anos, além de grávidas, doentes de risco, profissionais de saúde e grupos vulneráveis.

As duas responsáveis apelaram à vacinação precoce, lembrando que os vírus respiratórios já circulam na região e que a prevenção continua a ser a forma mais eficaz de evitar doença grave e internamentos. Confirmaram ainda que, até ao momento, não há registo de surtos na ULS do Alto Alentejo.

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