Após ida ao hospital, formandos da GNR regressam à formação com alta

Dezasseis formandos da GNR deram entrada terça‑feira no hospital de Portalegre com problemas respiratórios e digestivos, mas já todos tiveram alta.

A Unidade Local de Saúde do Alto Alentejo confirmou que os jovens começaram a chegar ao serviço de urgência durante a manhã e que nenhum ficou internado.

Recorde-se que os cerca de 400 formandos retomaram as aulas presenciais no Centro de Formação da GNR, em Portalegre, esta terça‑feira, depois de terem sido suspensas, no passado dia 15, devido a uma praga de percevejos.

A GNR garante que foram cumpridos todos os procedimentos de segurança na desinfestação realizada na semana passada, após o surto de percevejos no Centro de Formação de Portalegre.

Em esclarecimentos enviados à Rádio Portalegre, o Comando‑Geral explica que os formandos apresentaram episódios de vómitos, diarreias e náuseas, mas estão “aptos a continuar” a formação. A Guarda sublinha que não foram usados produtos tóxicos, apenas limpeza profunda com vapor de água, e que está a apurar se os sintomas têm relação com esse processo.

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR), por seu turno,  criticou duramente o regresso às aulas presenciais. O dirigente Eládio de Pinho Rodrigues condenou “todas as decisões que foram tomadas”, afirmando que foi colocado em risco “a saúde dos instruendos”.

Para o responsável, já existia uma questão de saúde pública com a praga de percevejos e, agora, poderá estar em causa “negligência clara”, caso os sintomas estejam relacionados com a operação de limpeza.

O caso está agora a ser analisado, enquanto os formandos retomam a formação e aguardam esclarecimentos sobre o que motivou os sintomas que os levaram ao hospital.

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