O Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal do Alto Alentejo (CIMAA) decidiu não assumir para já uma posição institucional sobre a eventual instalação do Campo de Tiro da Força Aérea em Alter do Chão, alegando falta de informação técnica e documental que permita uma avaliação fundamentada do projeto.
Segundo a deliberação, continuam por esclarecer aspetos territoriais, ambientais, económicos e sociais, apesar do pedido de esclarecimentos enviado ao Ministério da Defesa Nacional em maio. Sem esses elementos, os autarcas consideram não existirem “condições objetivas” para que a CIMAA se vincule a qualquer posição definitiva.
Reconhecendo que os impactos da infraestrutura poderão ultrapassar o concelho de Alter do Chão, o Conselho Intermunicipal aprovou igualmente a criação de um Grupo de Trabalho Intermunicipal para Acompanhamento do Campo de Tiro, destinado a articular informação entre a CIMAA e os municípios potencialmente afetados.
Este grupo irá acompanhar o processo, analisar estudos que venham a ser disponibilizados e avaliar eventuais consequências no território, no ambiente, na economia e na vida das populações.
A CIMAA reafirma que qualquer futura tomada de posição deverá resultar de uma articulação com os municípios envolvidos e assentar numa avaliação técnica, transparente e devidamente sustentada.
