O Festival Internacional de Cinema Periferias cumpriu a sua 14.ª edição com uma adesão crescente e uma programação que continua a afirmar o evento como referência cultural na Raia, entre Marvão e Valência de Alcântara.
Em declarações à Rádio Portalegre, a diretora e programadora, Paula Duque, afirmou que o festival “tem vindo a consolidar-se no território”, oferecendo uma seleção ampla, diversa e inclusiva.
Paula Duque sublinha que o festival distingue‑se pela relação próxima com a comunidade e pela forma como o cinema chega às aldeias, criando momentos de encontro, reflexão e partilha.
Para a dirigente o futuro é claro: “o Periferias veio para ficar e tem tudo para ser um dos grandes festivais da Península Ibérica.”
Já o vice‑presidente da Câmara de Marvão, Luís Costa, reforçou o impacto do festival no concelho e além‑fronteiras, lembrando o envolvimento das escolas e o trabalho educativo desenvolvido.
Também o crítico de cinema Rui Tendinha elogiou a identidade do festival, que liga cinema, natureza e comunidade.
Em entrevista à Rádio Portalegre, Rui Tendinha destacou a estreia nacional de O Canto das Florestas, exibido na Ammaia, como exemplo da curadoria que o Periferias procura: filmes que dialogam com o território e que “restauram a fé na humanidade”.
A edição deste ano que abriu a 07 de agosto e termina este sábado, dia 15, voltou a dar vida a castelos, praças, aldeias e outros espaços patrimoniais da Raia, em diferentes localidades de Portugal e Espanha, com sessões de cinema, mas também música e outras expressões culturais.
O festival, que teve a sua primeira edição em 2013, é organizado anualmente pela Associação Cultural Periferias em Portugal e Gato Pardo em Espanha, com o claro objetivo de divulgação local, nacional e internacional da marca e identidade sócio-cultural dos municípios de Marvão e Valência de Alcântara.
Fotografia: Montana Gama
