O Museu de Arte e Atrelagem de Gavião (MAAG) assinala domingo o seu primeiro aniversário, um marco que confirma a ambição do município em transformar este espaço num polo cultural distintivo no Alto Alentejo.
Instalado no antigo Seminário Menor, reabilitado com assinatura arquitetónica de Carrilho da Graça, o museu abriu ao público com a promessa de revelar um património raro em Portugal, nomeadamente a arte, a técnica e a história da atrelagem, através de carruagens, hipomóveis, arreios, objetos de época e duas coleções de referência ibérica.
Ao longo do primeiro ano, o MAAG recebeu visitantes surpreendidos pela qualidade da exposição, pela narrativa museológica e pela singularidade do tema.
Para o presidente da Câmara de Gavião, António Severino, trata‑se de “uma aposta ganha”. O autarca sublinha que quem entra no museu “fica maravilhado com o que encontra” e que o objetivo agora é abrir ainda mais portas ao mundo, reforçar a divulgação e criar uma dinâmica capaz de atrair novos públicos.
O percurso não foi, contudo, totalmente linear. O edifício enfrentou problemas técnicos que obrigaram a encerramentos temporários, condicionando o acesso de visitantes e interrompendo a regularidade das atividades.
Apesar desses constrangimentos, o município manteve a estratégia de afirmação do espaço museológico, convicto do seu potencial cultural e turístico.
As comemorações começam na sexta‑feira com um fórum dedicado ao tema “A rota ibérica da Atrelagem”, reunindo especialistas, instituições e colecionadores de Portugal e Espanha.
No sábado, a vila recebe um desfile ibérico de hipomóveis, levando para as ruas a elegância das carruagens históricas e a vivência da atrelagem. No domingo, dia do aniversário, o museu celebra a data com uma sessão evocativa e atividades abertas ao público.
