Portalegre evocou esta quarta‑feira o Dia do Combatente e os 108 anos da Batalha de La Lys, numa cerimónia marcada pela memória e pelo apelo à preservação dos valores que estiveram na origem do sacrifício português na Grande Guerra.
No Jardim da Avenida da Liberdade, junto ao Monumento aos Mortos da Grande Guerra, o Núcleo de Portalegre da Liga dos Combatentes reuniu autoridades, antigos militares e população para homenagear os soldados que, a 9 de abril de 1918, enfrentaram um dos episódios mais duros da participação de Portugal na Primeira Guerra Mundial.
O presidente do Núcleo, Manuel Nunes, sublinhou que recordar La Lys não é apenas olhar para o passado, mas reafirmar princípios que considera essenciais na sociedade atual, como coragem, serviço e sentido de comunidad”. Para o responsável, mais de um século depois, a memória continua a ser um dever.
A cerimónia integrou a deposição de flores no Monumento aos Mortos da Grande Guerra e um momento de homenagem aos combatentes que tombaram em La Lys. Entre silêncio, continência e coroas de flores, Portalegre voltou a afirmar o compromisso de manter viva a história daqueles que partiram e não regressaram.
