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Monforte avança com investimento de 9 milhões na rede de águas e esgotos de Santo Aleixo

A obra de requalificação da rede de águas e esgotos de Santo Aleixo deverá constituir um dos maiores investimentos alguma vez realizados no concelho de Monforte, com um valor estimado em cerca de nove milhões de euros.

A intervenção, prevista para arrancar durante o ano de 2026, será executada em pelo menos duas fases e, apesar de contar com financiamento assegurado pelo Programa 2030, obrigará o município a recorrer a crédito para garantir a contrapartida nacional.

No mesmo ano, a autarquia pretende ainda resolver um problema antigo relacionado com a rede pública de drenagem de águas pluviais em Vaiamonte, numa zona onde se registam inundações frequentes sempre que ocorrem episódios de chuva intensa. Esta intervenção representa um investimento de aproximadamente 600 mil euros, igualmente financiado.

Ambas as obras integram o Orçamento Municipal para 2026, que ascende a 10,9 milhões de euros.

Segundo o presidente da Câmara de Monforte, Miguel Rasquinho, além das intervenções herdadas da anterior gestão, o executivo eleito nas autárquicas de 2025 introduziu novos projetos, entre os quais a implementação de um plano de requalificação de espaços urbanos, a criação do Centro Interpretativo dos Bonecos de Santo Aleixo, naquela freguesia, e a ampliação da escola pré-primária de Assumar.

As Grandes Opções do Plano e o Orçamento para 2026 foram aprovados em reunião do executivo com dois votos favoráveis dos eleitos do PS e três abstenções, provenientes de dois eleitos da CDU e de um representante do Movimento de Cidadãos do Concelho de Monforte (MCCM). Já na Assembleia Municipal, o documento viria a ser aprovado com os votos favoráveis de oito eleitos do PS e quatro do MCCM, registando-se ainda seis abstenções da CDU e uma abstenção de um eleito do Chega.

No que diz respeito aos impostos municipais, a autarquia fixou a taxa de IMI para prédios urbanos em 0,34%, dentro dos limites legais que permitem uma variação entre 0,30% e 0,45%. Relativamente à participação variável no IRS, estabelecida em 5%, o município irá devolver 0,5% aos contribuintes, uma medida que, segundo Miguel Rasquinho, será aplicada pela primeira vez em 2026.