PCP reafirma oposição à privatização da Segurança Social e alerta para “tempos sombrios” no país

O secretário‑geral do PCP garantiu hoje que o partido se oporá a qualquer tentativa de privatização da Segurança Social, considerando que uma ofensiva sobre o dinheiro resultante do trabalho enfrentaria resistência organizada dos trabalhadores, tal como aconteceu com o pacote laboral.

Paulo Raimundo falava este domingo, em Fronteira, perante militantes e simpatizantes, num encontro em que descreveu o país como atravessando tempos sombrios, marcados por apelos à divisão, à violência e à resignação.

Para o dirigente comunista, existe um ambiente político que incentiva a desconfiança entre cidadãos e tenta transformar pessoas de diferentes origens, profissões ou crenças em responsáveis pelas dificuldades sociais, ao mesmo tempo que promove a ideia de que o futuro passa pela aceitação da guerra e pelos interesses da indústria militar.

O secretário‑geral defendeu que, perante este cenário, é essencial reforçar espaços de cultura, solidariedade, compreensão e confiança, que considera fundamentais para contrariar a desesperança.

Paulo Raimundo criticou ainda o Governo por estar, segundo afirmou, alinhado com os interesses dos grandes grupos económicos, promovendo a transferência de recursos públicos para esses setores e mantendo uma política que considera prejudicial ao Serviço Nacional de Saúde, à habitação e ao rendimento das famílias.

O encontro terminou com um apelo ao reforço do PCP, apresentado como condição essencial para fortalecer a defesa dos salários, das pensões, dos serviços públicos e dos direitos sociais.

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