A passagem da depressão Kristin pelo território português, entre a noite de 27 e a madrugada de 28 de janeiro, deixou marcas significativas no concelho de Portalegre, onde a chuva intensa e rajadas de vento forte provocaram 32 ocorrências registadas pela Proteção Civil.
As situações mais frequentes envolveram a queda de árvores e muros, bem como danos em coberturas de edifícios, incluindo cinco blocos habitacionais e um estabelecimento de ensino.
Também o mobiliário urbano, contentores de resíduos e diversas viaturas sofreram estragos, obrigando a intervenções rápidas para garantir a segurança de pessoas e bens.
Desde as primeiras horas após a passagem da depressão, o município de Portalegre tem mantido equipas no terreno, em articulação com as forças de proteção e socorro, para responder às necessidades mais urgentes. Os trabalhos incluem a remoção de árvores e muros caídos, a reparação de coberturas danificadas, a reposição de sinalética afetada e diversas intervenções em estabelecimentos de ensino.
O cemitério municipal encontra-se parcialmente encerrado enquanto decorrem operações de limpeza e estabilização.
Paralelamente, têm sido desobstruídos sistemas de saneamento e águas pluviais, incluindo coletores e sarjetas, sobretudo na Zona Industrial e em áreas onde o escoamento ficou comprometido.
Os Serviços Municipalizados de Águas e Transportes mantêm três equipas em permanência, dedicadas à limpeza preventiva de sumidouros e sarjetas, assegurando também a monitorização contínua dos sistemas de drenagem para evitar novos constrangimentos.
Com previsões meteorológicas adversas para os próximos dias, a autarquia apela à população para que evite comportamentos de risco e mantenha o espírito de entreajuda, reforçando a proteção das comunidades mais vulneráveis.
