
O presidente da Cáritas de Portalegre- Castelo Branco, Nuno Brito, afirmou que “as pessoas têm muito mais dificuldade em sair da pobreza”, porque o rendimento disponível das famílias é menor.
A inflação e os juros da habitação são algumas das razões apontadas por Nuno Brito, para as crescentes dificuldades, que afetam muitas famílias com emprego.
O presidente da Cáritas falava à Rádio Portalegre na sequência de um estudo sobre a pobreza em Portugal, que atualiza os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) e que revela que o Alentejo é a região mais pobre do país.
A mudança na distribuição da pobreza em Portugal, com o Alentejo a superar os índices verificados nos Açores, deve-se, segundo Nuno Brito, à discriminação positiva daquele território insular, com medidas que reduziram as taxas e fizeram subir o rendimento per capita.
O país continua inclinado para o litoral e o interior adensa os índices de pobreza a vários níveis. Para o presidente da Cáritas, a par da pobreza económica, a região padece de pobreza de mobilidade, energética e cultural.
Para inverter esta tendência, Nuno Brito sugere que o Alentejo, à semelhança do que aconteceu nos Açores, possa beneficiar de politicas com medidas de discriminação positiva.
Segundo o estudo, divulgado nos últimos dias de 2025, o risco de pobreza diminuiu em Portugal, mas ainda atinge mais de 15% da população, ou seja há ainda cerca de um milhão e 700 mil portugueses a viver abaixo do limiar da pobreza, com menos de 723 euros por mês.
